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Scarduelli,
uma saga de 129 anos de Brasil
de Paulo Scarduelli Coordenador de Jornalismo

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Florianópolis foi palco no sábado, dia 22/4,
do sétimo encontro da família Scarduelli. Cerca de 250 pessoas oriundas
de várias partes do Brasil se reuniram para a festa que aconteceu a
partir das 8h30 nas instalações do SESC Cacupé. Foi a primeira vez que o
encontro se realizou na capital dos catarinenses, estado onde chegou, em
junho 1877, o primeiro Scarduelli no país, oriundo da província de
Mântova, região da Lombardia, no norte da Itália.
O encontro começou como deve ser um evento de uma família italiana: com o
café da manhã. O dia lindo, com céu azul e uma temperatura próxima aos 20
graus, ajudou a começar bem o dia. Às 10h30, foi a vez da missa, cantada
com músicas nos idiomas italiano e português. Depois da missa, houve a
apresentação em multimídia da história da primeira geração de Scarduelli
no Brasil. De Massimiliano e seus oito filhos - todos já falecidos. O
documentário, que misturou ficção e realidade, trouxe aos mais novos
informações importantes sobre suas origens.
Depois, todos foram para o almoço, servido com a culinária típico de
Florianópolis: peixe, camarão, salada, mas não faltou também um pouco da
cultura italiana: o radiche, o aipim, o queijo. Tudo, é claro, regado a
um bom vinho tinto. Na sobremesa, frutas e, depois, cafezinho.
Depois do almoço, mais algumas informações e fotos das famílias até que
todos conheceram um espetáculo de Boi-de-Mamão. O encerramento aconteceu
por volta das 18 horas com uma partida de futebol entre Scarduellis de
todos cantos do Brasil.
Pelos cálculos da família, há mais de dois mil descendentes do pioneiro
Massimiliano Scarduelli vivendo no país hoje. E o próximo encontro já foi
marcado: será em 2008, em Curitiba, na capital dos paranaenses."
Paulo Scarduelli |
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Florianópolis ha fatto da palcoscenico, sabato 22 aprile
al settimo incontro della famiglia Scarduelli.
Approssimativamente 250 persone, provenienti da molte parti del Brasile,
si sono incontrate per la festa che è iniziata alle 8,30 nelle strutture
di SESC Cacupé. É stata la prima volta che l'incontro ha avuto luogo
nella capitale del catarinense, lo stato dove arrivò, nel giugno
del 1877, il primo Scarduelli. Originario della provincia di Mantova,
nella regione Lombardia, nel nord dell'Italia.
L'incontro è iniziato come dovrebbe essere una giornata di una famiglia
italiana: con la colazione. Una bella giornata, il cielo blu ed una
temperatura vicina ai 20 gradi sono il prologo giusto per cominciare bene
il giorno. Alle 10,30 è l'ora della messa cantata con musica nelle due
lingue, italiano e portoghese. Dopo la messa, si è avuta la
presentazione in multimedia della storia della prima generazione degli
Scarduelli in Brasile. Da Massimiliano ed i suoi otto bambini - tutti già
morti. Il documentario che ha mescolato narrativa e la realtà ha aggiunto
nuove e importanti informazioni sulle loro origini.
Successivamente, il pranzo a cui hanno partecipato tutti i presenti,
servito secondo la gastronomia tipica di Florianópolis: pesce,
gamberetti, insalata, ma non è mancata un po' della cultura italiana:
(radiche= radicchio?? la manioca=patata??), il formaggio. Tutto,
chiaramente annaffiato da un buon vino rosso. Dopo il dolce, la
frutta e il caffè.
Dopo il pranzo, lo scambio di notizie, le foto delle famiglie e uno show
di "Boi-de-Mamão". La chiusura intorno alle 18 con una partita calcio tra
gli Scarduelli di tutte le zone del Brasile.
Dai calcoli della famiglia, sono più di duemila i discendenti di
Massimiliano Scarduelli che vivono in Brasile oggi. Il prossimo incontro,
nel 2008, si terra a Curitiba, capitale dello stato del Paraná."
Traduzione Pietro Liberati |
• Meus filhos Sara e Davi receberam na
escola a tarefa de contar a história de sua família.
• Eles poderiam se limitar a dizer que eram filhos de Paulo e Veridiana e
que o sobrenome Scarduelli vinha da Itália, de onde saíram os pais dos
seis pais, dos seus pais, dos seus pais. Bem, Sara e Davi são da quarta
geração nascida no Brasil.
• Quatro gerações era muita coisa. Era muita história em mais de um
século e isso despertou a curiosidade. Como qualquer criança da sua idade,
Sara e Davi queriam saber mais, perguntavam mais, questionavam mais. E
fomos juntos descobrir esta história. E um pouco dela contamos agora para
vocês.
• Meu tataravô Massimiliano Scarduelli morava na comunidade de Moglia,
que pertencia a Província de Mântova, na região da Lombardia, no norte da
Itália. Moglia é pequena e tem pouco mais de cinco mil habitantes hoje –
ou seja, a população de Maracajá.
• Em maio de 1877, Massimiliano e sua família embarcavam no navio
Belgrano em direção ao Brasil. Massimiliano tinha 35 anos, sua mulher
Cristina Bassol, 22, e três filhos: Orsine, de seis anos, Celeste, de
dois, e Emílio, de um.
• Mas, afinal de contas, por que trocar a Itália pelo Brasil?
• A melhor resposta encontrei no livro “O bairro que veio num navio”,
escrito pelo padre Jacir Braido: “A América é uma região que Deus
destinou aos flagelados da Europa”.
• A região italiana de que haviam saído não podia sustentá-los. Não havia
mais terras para repartir com tanta gente.
• Massimiliano, assim como outros imigrantes, vinham atrás da promessa de
terra em abundância, fértil, capaz de produzir o que eles estavam
habituados a cultivar e em condições de clima semelhante. Isso era
suficiente para despertar a coragem de romper com tudo e buscar esta
terra onde ela estivesse.
• A despedida era cheia de lágrimas e de promessas de que um dia iriam
voltar. Talvez ricos. Ou pelo menos iriam na esperança de que a viagem
fosse boa, apesar do navio abarrotado de gente.
• O toalete a bordo eram baldes de madeira que, depois de utilizados,
eram limpos no mar.
• Cerca de um mês depois de sair da Europa, o navio de Massimiliano
chegava no porto do Rio de Janeiro no dia 10 de junho.
• Ficaram ancorados no porto durante uma semana, repletos de dúvidas,
afinal já estavam na nova terra e nada sabiam daqui, nem a língua. No dia
17, pegaram um navio menor – o Camões – e rumaram ainda mais apertados em
direção ao sul. O destino final era o porto de Rio Grande, em Porto
Alegre, mas Massimiliano e sua família certamente desceram em Laguna. A
terra de Anita Garibaldi já tinha mais de 160 anos, era desenvolvida. No
entanto, o local escolhido para Scarduelli começar a nova vida foi
Tubarão. Naquela época, Tubarão era o único município do sul catarinense,
além de Laguna. Não havia Criciúma, nem Araranguá.
• No Brasil, Massimiliano e Cristina tiveram mais cinco filhos:
Fortunato, Teodoro, Guilherme, Frederico e Catarina.
• Não temos nenhuma foto de Massimiliano e Catarina, mas os descendentes
contam que ele era alfaiate e ela havia trabalhado como atriz quando
jovem.
• O Brasil não era o paraíso prometido pelos agenciadores de emigrantes.
Mas como diz Elói Scarduelli, no seu valioso documento escrito sobre a
saga da família no país, não havia como voltar. “Melhor o pouco
encontrado no Brasil do que o nada deixado na Itália”.
• Dos três filhos de Massimiliano que nasceram na Itália, pouco sabemos
de Emílio. Casou com uma italiana em São Paulo, com quem teve três filhos,
mas morreu jovem derrubando árvores em solo catarinense. A mulher
preferiu voltar para perto de sua família em São Paulo e, de lá, não se
tem mais notícias.
• Ângelo Orsini foi trabalhar na construção da Estrada de Ferro Teresa
Cristina e seguiu interior adentro em direção ao Rio Grande do Sul. Parou
em Bagé, casou com Antonieta e, com ela, teve 13 filhos. O reencontro da
família de Orsini com os descendentes de Missimiliano ocorreu quase um
século depois. Assim como Emílio, também não temos fotos de Orsini.
• O mesmo não se pode dizer de Celeste. Na sua melhor imagem, ele aparece
como pediam as tradicionais fotos da época, sentado ao lado de sua amada
Giustina, vestindo terno bem cortado e sapato brilhando. Com ela, teve
sete filhos.
• Um deles foi meu avô Valentim, o bisavô da Sara e do Davi – as duas
crianças que vimos no início desta história. Celeste construiu sua
história entre Maracajá e Forquilhinha.
• O quarto filho de Massimiliano – Fortunato – não teve filhos naturais
com a esposa Maria, mas adotaram duas sobrinhas. Fortunato virou
comerciante e se estabeleceu em Tubarão, onde morreu há cerca de 50 anos.
Infelizmente, não localizamos imagens de Fortunato, mas ficamos com a
frase do escrivão de Azambuja, Martinho Guisi, que sintetizava assim o
caráter de Fortunato: “Ele não precisa dar recibo, sua palavra basta.”
• É bom que tenhamos imortalizado a imagem do quinto filho de
Massimiliano – Teodoro. Para uma família de muitos carecas, pode-se dizer
que ele era cabeludo. O olhar sempre atento revelava a personalidade de
um homem de muita energia. Era carpinteiro e aventureiro, tanto que
montou e desfez negócios em quase todas as regiões do estado. Sempre
levava a família junto. Numa destas viagens, ele e sua mulher Luisa
colocaram em cima dos carros de boi a mobília e seis filhos – todos
menores de 10 anos – para uma odisséia de três longos dias entre Tubarão
em Rio das Antas, no planalto catarinense.
• O sexto filho de Massimiliano – Guilherme – casou com Lucia e teve oito
filhos. Trabalhou muito tempo extraindo madeira e construindo estradas de
ferro em Rio Negrinho, colheu trigo na Argentina, mas se estabeleceu em
Nova Veneza. Junto com o irmão Teodoro, fundaram a comunidade de Morro
Comprido. Guilherme fez diversas viagens – a cavalo ou de charrete – para
visitar sua mãe Cristina a 70 quilômetros de distância, em Azambuja.
Morreu de forma muito especial, entregando sua alma a Deus na presença da
mulher, filhos e netos.
• Também não temos imagens de Frederico – o sétimo filho de Massimiliano.
Casou aos 40 anos com Lucia e, antes dos 50, já tinha seis filhos. No
total, foram oito. Depois de construir estradas de ferro em Santa
Catarina e no Rio Grande do Sul, foi parar na lavoura, desbravando novas
terras e se estabeleceu no meio oeste, no município de Salete.
• Da mais nova filha de Massimiliano, Catarina, sabemos muito pouco. Sem
fotos, nem dados complementares, não há certeza nem no número de filhos
que teve com Giuseppe: se dois ou três.
• Se contarmos todos os filhos que nasceram dos descendentes de
Massimiliano e Cristina, seriam mais de 50 com o sangue Scarduelli
correndo pelas veias. E esta novela não terminaria mais hoje. Ainda
faltariam muitos capítulos.
• Esta história aqui relatada, no entanto, pretende contribuir para
registrar e ampliar o nível de informação sobre nossos antepassados e
nossa história.
• Uma história construída com muita oração.
• Uma história construída com muito respeito ao valor da família.
• Uma história construída também com festas regadas a vinho e queijo.
• Uma história construída com trabalho duro na roça, nas estradas de
ferro e nas ferrarias.
• Uma história com bem poucas fotos, é verdade, mas que não serviu apenas
para a Sara e o Davi contar aos colegas na escola o enredo de sua família
Scarduelli, mas que deixou para cada um de nós aqui presente uma tarefa
para fazer em casa: preocupar-se cada vez mais com o registro e a
preservação de nossa história. Afinal de contas, ninguém pode amar o que
não conhece. |
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I miei figli Sara e Davi hanno ricevuto
dalla scuola il compito di raccontare la storia della propria famiglia.
• Loro potevano limitarsi a dire che erano figli di Paulo e Veridiana e
che il cognome Scarduelli è venuto dall'Italia, da dove arrivarono i suoi
antenati tralasciando le generazioni . Bene, Sara e Davi sono della
quarta generazione nata in Brasile.
• Quattro generazioni sono molte cose. Era molta la storia in più di un
secolo e questo svegliò la curiosità. Come ogni bambino della loro età,
Sara e Davi vollero sapere di più, loro chiesero domandarono,
interrogavano sempre di più. E noi dovemmo scoprire insieme questa
storia. Ed un poco, ora la raccontiamo a voi.
• Il mio bisnonno, Massimiliano Scarduelli viveva nella comunità di
Moglia che fa parte della Provincia di Mantova nella Regione Lombardia,
nel nord dell'Italia. Moglia è un piccolo comune che oggi ha poco più di
cinquemila abitanti,in altre parole, la popolazione di Maracajá
(localita in Brasile ndr.).
• Nel maggio del 1877, Massimiliano e la sua famiglia si imbarcarono
nella nave Belgrano diretti verso il Brasile. Massimiliano aveva 35 anni,
sua moglie Cristina Bassol(i), 22, e tre bambini: Orsini di sei anni,
Celeste di due, ed Emílio, di uno.*
• Ma, dopo tutto, perché cambiare l'Italia per il Brasile?
• La migliore risposta è nel libro "Il quartiere che è entrato in una
nave", scritto dal prete Jacir Braido: L'America è un'area alla quale Dio
ha destinato il flagellati dell'Europa."
• La regione italiana che loro avevano lasciato non poteva sostenerli.
Non c'era più terra da distribuire e coltivare per tutte le persone.
• Massimiliano, così come altri immigrati, venne dietro la promessa
di una terra abbondantemente fertile, capace di produrre quello che loro
erano abituati a coltivare e nelle condizioni di clima simile. Ci voleva
abbastanza coraggio per rompere con tutto e partire per questa terra
lontana.
• La partenza era avvenuta tra lacrime e promesse che un giorno sarebbero
ritornati. Forse ricchi. O almeno questa era la speranza durante il
viaggio, nonostante la nave carica di persone.
•Per lavarsi a bordo si usava l'acqua del mare attinta con secchi
di legno che poi loro erano puliti nel mare.
• Circa un mese dopo avere lasciato l'Europa, la nave di Massimiliano il
10 giugno arrivò nel porto di Rio de Janeiro
•Rimasero ancorati nel porto per una settimana, erano nella nuova
terra e già tutti loro erano pieni di dubbi, non sapevano nulla
nemmeno la lingua. In 17 presero una nave più piccola, la Camões
che si dirige ancora più a sud. Destinazione finale era il porto di
Rio Grande, a Porto Alegre, ma Massimiliano e la sua famiglia certamente
scesero in Laguna. La terra di Anita Garibaldi aveva già più di 160 anni
ed era sviluppata. Comunque, il luogo eletto da Scarduelli per iniziare
la vita nuova era Tubarão. In quella epoca, Tubarão era l'unico distretto
municipale del catarinense meridionale, oltre a Laguna. Non c'erano
ancora ne Criciúma, ne Araranguá.
•In Brasile, Massimiliano e Cristina ebbero altri cinque bambini:
Fortunato, Teodoro, Guglielmo, Federico e Caterina.
•Non abbiamo alcun ritratto di Massimiliano e Catarina, ma dal racconto
dei discendenti si conosce che faceva il sarto e lei aveva lavorato come
attrice da giovane.
•Il Brasile non era il paradiso promesso dagli agenti per l'immigrazione,
ma come dice Elói Scarduelli, nei suoi preziosi documenti scritti
sulla saga della famiglia nel paese, non avevano i mezzi per ritornare.
"Meglio il poco trovato in Brasile che il nulla di quando sono partiti
dall'Italia."
•Dei tre bambini di Massimiliano nati in Italia, conosciamo poco. Emílio
si sposò con una italiana a São Paulo, ebbero tre bambini, ma morì
giovane tagliando alberi nel territorio di Santa Caterina. La moglie
preferì ritornare nella sua famiglia a São Paulo e, di Lei non si è
avuta più avuta notizia.
•Angelo Orsini lavorava nella costruzione della 'Ferrovia Teresa
Cristina' e ne seguì il percorso all'interno verso Rio Grande do Sul. Si
fermò a Bagé, si sposò con Antonietta ed ebbe 13 figli. La riunione della
famiglia di Orsini con i discendenti di Massimiliano è avvenuta uno
secolo più tardi. Così come di Emílio, non abbiamo neanche il ritratto di
Orsini.
• Lo stesso lo si può dire di Celeste. La sua migliore immagine appare,
come erano i ritratti tradizionali del tempo, mentre è seduto accanto
alla sua amata Giustina, ben vestito e con le scarpe lucide. Con
lei, ebbe sette bambini.
• Uno di loro era mio nonno Valentino, il bisnonno di Sara e di Davi, i
due bambini che noi abbiamo visto all'inizio di questa storia. Celeste
costruì la sua storia tra Maracajá e Forquilhinha.
• Il quarto figlio di Massimiliano. Fortunato non ebbe figli con la
moglie Maria, ma adottarono due nipoti. Fortunato diventò negoziante e
rimase a Tubarão dove morì circa 50 anni fa. Sfortunatamente, noi non
abbiamo foto di Fortunato, ma noi abbiamo le parole che scriveva da
Azambuja l'impiegato Martinho Guisi che sintetizzano il carattere di
Fortunato: "Lui non aveva bisogno di dare una ricevuta, la sua parola è
sufficente."
•Abbiamo l'immagine del quinto figlio di Massimiliano, Teodoro. Per una
famiglia di calvi, si può dire che lui era peloso. Lo sguardo sempre
attento rivelò un uomo dalla personalità energica. Era falegname ed
avventuriero, a tal punto che mise su e soppresse negozi pressoché in
tutte le aree dello stato. Viaggiò sempre insieme la famiglia. In uno di
questi viaggi, lui e sua moglie Luisa misero sopra ai carri di buoi la
mobilia e sei bambini tutti più piccoli di 10 anni, per un viaggio di tre
lunghi giorni tra Tubarão e Rio das Antas, nell'altopiano
catarinense.
•Il sesto figlio di Massimiliano. Guglielmo si sposò con Lúcia e ebbe
otto bambini. Lavorò per lungo tempo estraendo legno e costruendo
ferrovie in Rio Negrinho, scelse grano in Argentina, ma si stabilì a
Nuova Venezia. Con il fratello Teodoro, fondarono la comunità di
Morro Comprido. Guglielmo fece molti viaggi, a cavallo o con
carretti per visitare sua madre Cristina a Azambuja, 70 chilometri di
distanza. Morì in un modo molto speciale, dando la sua anima a Dio
alla presenza della moglie figli e nipoti.
•Noi abbiamo neanche una foto di Federico, il settimo figlio di
Massimiliano. Si sposò a 40 anni con Lúcia ed a 50, aveva già sei bambini
in totale ne ebbero otto. Dopo la costruzione della ferrovia a Santa
Catarina ed a Rio Grande Sul, andò lavorare nell'agricoltura, esplorando
nuove terre e si stabilì nel medio ovest, nel distretto municipale
di Salete.
• Della figlia più giovane di Massimiliano, Caterina, noi sappiamo
molto poco. Senza ritratti, né dati complementari, non c'è certezza né
nel numero di figli che ebbe con Giuseppe: se due o tre.
• Se noi contiamo tutti i bambini che sono nati dai discendenti di
Massimiliano e Cristina, con il sangue Scarduelli che corre nelle loro
vene sarebbero più di 50, a questa telenovela, oggi mancano ancora molti
capitoli, non finirebbe qui.
•Comunque abbiamo detto che questa storia intende offrire uno
spunto per registrare ed eventualmente allargare il livello delle
notizie sui nostri antenati e la nostra storia
• Una storia costruita con molte preghiere.
• Una storia costruita con molto rispetto al valore della famiglia.
• Una storia costruita anche con feste annaffiate a vino e formaggio.
• Una storia costruita con un duro lavoro, nelle ferrovie e nelle
ferriere
• Una storia con poche foto, è vero, ma è quello che serviva a Sara e
Davi per raccontare gli amici della scuola la trama della sua famiglia,
gli Scarduelli, ma che ad ognuno dei presenti qui indica un compito da
fare a casa: occuparsi sempre di più della registrazione e della
conservazione della nostra storia. Dopo tutto, nessuno può amare quello
che non sa. |
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